segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Novo Impacto na América do Sul - 2010

Sábado, 26 de Setembro de 2009

Novo Impacto na América do Sul

Um dia antes de a Revista Adventista começar a circular no País, sua equipe se mobilizou para acompanhar a cerimônia de lançamento e dedicação do livroTempo de Esperança e da revista Um Dia de Esperança,para 2010. Cerca de trinta administradores da Igreja na América do Sul e 330 servidores da Casa Publicadora Brasileira se reuniram para celebrar um culto especial, na manhã de 31 de agosto. A programação, dirigida pelo pastor Erton Köhler, presidente da Divisão Sul-Americana, teve o objetivo de envolver os líderes das Uniões brasileiras e funcionários da editora no preparo e futuro desenvolvimento da campanha para o próximo ano.

O clima de gratidão e solenidade contagiou a todos. Estrategicamente arranjados na plataforma do auditório, os primeiros exemplares da revista Um dia de Esperança e do livro Tempo de Esperança representaram muito bem as palavras do pastor Erton: “A semente está lançada; que a árvore germine e os frutos venham para a glória de Deus.” Os breves discursos dos líderes da Igreja, bem como os hinos e orações traduziam o sentimento de compromisso com a missão e expectativa pelos resultados do evangelismo de 2010.

A cerimônia na capela foi antecedida por dois momentos significativos na linha de produção da
editora. O primeiro, junto à máquina M600, na qual estão sendo impressos os 19 milhões de exemplares da revista missionária; o segundo, próximo à capeadora, equipamento utilizado para finalizar a produção dos 5.400.000 livros Tempo de Esperança. Nas duas situações, as máquinas foram paradas para que orações de gratidão e consagração a Deus fossem proferidas. Em seguida, os funcionários reiniciaram o trabalho a todo vapor, com a esperança renovada da bênção de Deus sobre os materiais que produzem.

Na programação, o pastor Erton também agradeceu aos servidores que trabalharam diretamente na redação, edição e diagramação das publicações, e destacou o investimento financeiro da Casa para popularizar o preço do livro para os membros, viabilizando assim a iniciativa. O presidente sul-americano enfatizou que o projeto para 2010 terá alguns desafios diferenciados: reavivar a guarda do sábado entre os adventistas e superar a previsível resistência de parte do público externo à mensagem do quarto mandamento. “A volta de Jesus é pregada por muitos cristãos, mas a verdade do sábado é uma característica da Igreja Adventista. Por isso, esperamos um impacto maior, que vai gerar alguma oposição, mas também muitas bênçãos e decisões”, prevê o líder.

Os materiais – No próximo ano, se depender da semeadura, a colheita será farta. Para atender tamanha demanda, serão necessários 1,2 mil toneladas de papel e 90 caminhões para o transporte. O ponto alto da campanha está previsto para maio: a realização do Impacto Esperança, com a distribuição da revista e promoção de projetos comunitários (15/5); e de nova edição do Lares de Esperança, com a distribuição do livro missionário.

Para 2010, a igreja vai contar com dois materiais com o mesmo tema, mas com abordagens distintas. A revista Um Dia de Esperança é uma literatura de semeadura, para o primeiro contato com os interessados. Trata da doutrina do sábado de maneira mais leve, destacando os benefícios existenciais e práticos do dia de descanso. Através dela, os leitores serão convidados a experimentar o sábado como uma solução para os desafios do dia a dia, como a falta de tempo para o descanso e a família, a ditadura do estresse e o peso da culpa e ansiedade.

O livro Tempo de Esperança, por sua vez, tem uma abordagem voltada para a colheita. Mostra o sábado de forma atrativa, mas sem deixar de lado temas distintivos da mensagem adventista. Nesta obra, o experiente evangelista Mark Finley destaca a relevância do sábado para um mundo à beira do colapso, demonstra a base bíblica do sétimo dia no Antigo e Novo Testamentos, comenta as controvérsias históricas sobre o tema e anuncia o papel do sábado no cenário profético. Também oferece respostas aos principais questionamentos sobre o assunto. Será uma leitura interessante e muito útil para os próprios adventistas.

Colheita certa – Espalhar a literatura adventista é garantia de que os frutos de conversão virão, ainda que a seu tempo. O casal Valdemiro Luciano e Edite dos Santos é prova disso. Eles receberam a revista Viva com Esperança dos amigos adventistas Irineu e Janislei Cordeiro. Para eles, a mensagem chegou na hora certa. Depois de terem lido todo o material, começaram uma série de estudos bíblicos que resultou no batismo da família no início de março, na Igreja do Alto da Glória, em Mamborê, PR.

Em Blumenau, SC, a industriária Maria Lúcia Costa aprendeu, por meio de uma revista, o que significa a palavra “esperança”. Ela conta que na tarde do sábado, dia 6 de setembro de 2008, data do Impacto Esperança, ela retornava para casa, depois de um dia cansativo de trabalho. Ao descer do ônibus, um desconhecido lhe entregou a publicação. Maria parou e acompanhou a programação musical que alguns solistas adventistas faziam no terminal urbano. Aquelas mensagens mexeram com a catarinense, que duas semanas depois já frequentava o templo adventista perto de sua casa. Entendendo que fora alcançada pela graça de Deus, foi batizada em dezembro do ano passado. Em março deste ano, apareceram outros dois frutos: o batismo dos filhos Gabriel, 14 anos, e Vítor, 9 anos.

Para o gaúcho de Esteio, Paulo Fernandes, de 66 anos, um folheto adventista foi o divisor de águas na sua vida. Ansioso por conhecer melhor a Bíblia, ele já havia procurado a igreja adventista do centro da cidade, mas por chegar tarde, não quis entrar no fim do culto. No dia seguinte, uma senhora da igreja bateu à sua porta, entregando-lhe um folheto missionário. Cheio de panfletos da campanha eleitoral do filho, Paulo brincou com a desconhecida, dizendo que poderiam trocar os materiais. Ele ficou surpreso quando descobriu que se tratava de um folheto da igreja que procurara. Convidado para assistir à programação noturna daquele mesmo dia, ele foi para não mais sair. Paulo foi batizado em fevereiro deste ano.

Genuinamente convertido, ele está comprometido com a pregação da esperança que há pouco tempo alcançou. Decidiu passar a administração da sua empresa aos filhos, para se dedicar integral e voluntariamente ao evangelismo em bairros pobres do município. Para realizar o trabalho, ele vai contar com a ajuda de um membro mais experiente e com os equipamentos que acabou de comprar: uma caminhonete, computador e projetor de vídeo. “Essas coisas não acontecem por acaso. Deus está me chamando há muito tempo. Senti que nunca fiz nada para Deus; agora é hora de devolver”, resume, agradecido, sua experiência.

Em Goiânia, o projeto Impacto Esperança mudou a vida do jovem Alissom Henrique Barbosa, que estava afastado, e de todo um clube de desbravadores. O rapaz foi abordado pelo tímido juvenil Yago de Andrade. Sem saber como responder ao interesse do desconhecido, o menino pediu o auxílio do seu conselheiro. Alissom foi convidado para participar da reunião do clube no dia seguinte. Ele foi o primeiro a chegar à igreja naquele domingo. Como resultado, 35 dias depois de receber a literatura, ele foi rebatizado. Hoje, não quer saber de deixar Cristo e os desbravadores. – Com reportagem de Guilherme Silva, Michelson Borges, Dina Karla Miranda, Felipe Lemos, Laerte Lanza e Caroline Ferraz.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O maior vilão da história (?)

No dia em que o primeiro europeu colocou uma pitada de açúcar na boca, o mundo começou a girar mais rápido. A data precisa desse acontecimento não foi registrada pela história, mas deu-se em algum momento da Idade Média. De lá para cá, na vertigem da descoberta do açúcar, a civilização ocidental passou a mudar num ritmo intenso. "O açúcar redesenhou o mapa demográfico, econômico, ambiental, político, cultural e moral do mundo", diz a historiadora canadense Elizabeth Abbott, autora de um livro sobre a civilização do açúcar, "Sugar, a bittersweet history" ("Açúcar, uma história agridoce").

Movido pela sua energia calórica, o mundo segue girando rápido, tão rápido que estamos ágora na soleira de outra mudança vertiginosa: o açúcar começa a ser considerado um vilão da saúde humana, um veneno tão prejudicial que merece ser tratado com o mesmo rigor empregado contra - suprema decadência! - o tabaco. Está mais perto o dia em que um pacote de açúcar trará a inscrição: "O Ministério da Saúde adverte: este produto é prejudicial à saúde".

O açúcar em suas várias formas é o grande promotor da obesidade, mas seus níveis altos no sangue podem ser associados à quase todas moléstias degenerativas, do ataque cardíaco ao derrame cerebral e a diabetes. Existem suspeitas científicas sérias de que o açúcar pode até ser uma das causas de alguns tipos de câncer. Na lista, está o câncer de pâncreas, o mesmo que matou o ator Patrick Swayze aos 57 anos na semana passada. Em Harvard, pesquisadores acompanharam 89 000 mulheres e 50 000 homens e descobriram que os refrigerantes podem aumentar o risco de câncer de pâncreas em mulheres, só em mulheres. Antes que os homens se sintam premiados pela natureza, outro estudo, que examinou 1 800 doentes, sugere que dieta açucarada pode aumentar o risco de câncer do intestino grosso em homens, só em homens.

Fonte: Veja.

domingo, 13 de setembro de 2009

Humor: Rir é um bom remédio!

Várias maneiras de se transmitir uma mensagem

QUANDO SE TEM DOUTORADO
O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, (Linneu, 1758) isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e restas retilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto, que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apismellifera. (Linneu, 1758) No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena capacidade de deformação que lhe é peculiar.

QUANDO SE TEM MESTRADO
A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando- se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.

QUANDO SE TEM GRADUAÇÃO
O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando- se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.

QUANDO SE TEM ENSINO MÉDIO
Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.

QUANDO SE TEM ENSINO FUNDAMENTAL
Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.

QUANDO NÃO SE TEM ESTUDO
Rapadura é doce, mas não é mole, não!

Onde Deus quer que eu esteja...


Recebi esse email de uma amiga e gostaria de compartilhar com você!

“Eu ouvi a história de um trabalhador que nunca conhecerei, mas sei que Deus queria que eu soubesse dessa história!

Ele era chefe de segurança de uma empresa, a qual convidou-os remanescentes de outra, que tinha sido dizimada pelo ataque às torres gêmeas, para dividir espaço em seu escritório. Com sua voz cheia de admiração, ele contou histórias que explicavam porque essas pessoas estavam vivas, enquanto seus colegas estavam mortos.

Todas as histórias tratavam de pequenos detalhes…

Talvez você saiba do diretor de empresa que chegou tarde porque aquele dia era o primeiro de seu filho no jardim de infância.

Outro colega estava vivo porque era o seu dia de trazer rosquinhas.

A história que mais me chamou atenção foi a do homem que estava estreando um par de sapatos naquela manhã.

No caminho para o trabalho, formou-se uma bolha em seu pé. Ele parou em uma farmácia para comprar um Band-aid. É por isso que ele está vivo.

Agora, quando estou preso no trânsito, perco o elevador, volto para atender o telefone. Todas essas pequenas coisas que me irritam… Eu penso comigo: ali é o exato lugar onde Deus quer que eu esteja naquele exato momento.

Que Deus continue a abençoar-te com esses pequenos aborrecimentos.

Você já esteve alguma vez parado, acomodado em algum lugar, e de repente veio uma vontade de fazer algo de bom por alguém de quem você gosta…

É DEUS… Ele fala com você através do Espírito Santo.

Você já esteve pensando em alguém que não via há tempo, e em seguida o(a) encontra, ou recebe dele(a) um telefonema ou uma carta…

É DEUS… “coincidências” não existem.

Alguma vez você já recebeu algo de maravilhoso que nem pediu, como uma dívida que misteriosamente foi sanada, ou um vale de loja onde você acabou de ver algo que queria, mas não podia comprar…

É DEUS… Ele conhece os desejos do seu coração...

Você já não esteve em uma situação em que nem tinha uma pista de como iria melhorar, e que agora está superada...

É DEUS... Ele nos ajuda a passar pelas tribulações para que vejamos dias mais brilhantes...

Você acredita que este e-mail lhe foi mandado por acaso? Eu estava pensando em Você!

Por favor, passe essa mensagem adiante e compartilhe o Poder de Deus...

Em tudo o que fazemos, devemos agradecer a ELE de todo o coração, e nossas bênçãos continuarão a se multiplicar.

Esta mensagem me foi enviada por um amigo… por favor passe-a para todos os seus amigos.

Mantenha essa mensagem rodando, eternamente… ISSO É DEUS!!”

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Veja: Alcoolismo - É possivel prevenir a doença sem cortar a bebida [?]

Olha o que saiu na Veja dessa semana (09/09/2009)

Bebedores de risco [...] Vez por outra, cometem alguns deslizes, mas nada que desperte muita atenção ou faça soar o alarme de que um hábito agradável [agradável, sim, mas é seguro? Se você perguntar a qualquer alcoólico sobre o hábito de beber, ele irá dizer que é agradável, mas qualquer pessoa consciente irá concordar que esse é um vício altamente perigoso – se é que existe algum vício que não seja] começa a degenerar em vício [...] Mas o limite que separa esse tipo de bebedor do abismo é muito tênue.

[...] Existe um processo indolor, uma progressão em terreno inofensivo [aos olhos do bebedor] que conduz lentamente ao alcoolismo patológico.

A ajuda que os médicos podem dar aos bebedores constantes não viciados [constantes não viciados, é possível isso? Está parecendo mais aquela conversa de porta de botequim: a hora que quiser eu paro de beber] é a “redução de danos”. Aderir a ela implica em reduzir a quantidade e a frequência com que a pessoa bebe sem obrigá-la à privação total. [Veja a quanto risco esse artigo expõe a pessoa. Ele posiciona a pessoa numa zona de conforto (mesmo dizendo que é risco, afirma que a pessoa pode ficar bem pertinho do “abismo” sem cair nele). E o que é pior esse artigo está na seção saúde da Veja. Isso é saúde?]

Nota do editor: Um bom exemplo foi mostrado de uma pessoa procurada pela repórter de Veja, Maria Cristina de Camargos, ex-bebedora de risco. Veja seu depoimento: “Quis ser radical na escolha do meu tratamento. Não podia mais conviver com a preocupação do meu marido e das minhas filhas em relação a mim. Além disso, tinha medo de decepcioná-los. Por isso optei por ser medicada e me livrar da bebida uma vez por todas. Durante três meses usei a medicação e, por quatro anos, freqüentei um grupo de apoio. Há sete anos não sei o que é sentir o gosto do álcool. Nenhum tratamento seria eficaz, porém, sem a compreensão e a paciência da minha família. Sem eles, na verdade, não teria nem mesmo notado que estava me tornando que estava me tornando alcoólatra.”

Se ficasse sendo tratada como “bebedora constante não viciada” por esses profissionais, será que venceria o vício? Ela já respondeu no seu depoimento!

O que a Bíblia diz sobre o alcoolismo: "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio" (Provérbios 20:1). "Ouve, filho meu, e sê sabio; guia retamente no caminho o teu coração. Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem" (Provérbios 23:19-21). "Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco. Os teus olhos verão cousas esquisitas, e o teu coração falará perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então tornarei e beber" (Provérbios 23:29-35). "Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe. Que ti direi, filho meu? Ó filho do meu ventre? Que ti direi, ó filho dos meus votos? Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos, às que destroem os reis. Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. Dai bebida forte aos que perecem e vinho, aos amargurados de espírito; para que bebam e se esqueçam da sua pobreza, e de suas fadigas não se lembrem mais" (Provérbios 31:1-7).

Opine sobre o tema nos comentários, logo abaixo!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Álcool com moderação faz bem? Especialistas duvidam

Estudos que apontam 'efeito benéfico' estão cheios de falhas metodológicas.
(mesmo sendo alguns artigos mais antigos, decidi juntá-los por causa do benefício)

Até agora, trata-se de uma ladainha familiar: vários estudos sugerem que o álcool, se consumido com moderação, pode promover a saúde cardíaca e até mesmo prevenir a diabetes e a demência. São tantas evidências que alguns especialistas consideram o consumo moderado da bebida – cerca de uma dose por dia para mulheres, duas para os homens – um componente central de um estilo de vida saudável. Porém, e se tudo isso for um grande engano?

Para alguns cientistas, essa pergunta nunca vai embora. Nenhum estudo, afirmam os críticos, jamais provou uma relação causal entre o consumo moderado de álcool e a diminuição no risco de morte – somente que os dois elementos geralmente estão juntos. Pode ser que o consumo moderado de álcool seja apenas algo que as pessoas saudáveis tendem a fazer, não algo que as torna saudáveis.

"Quem bebe moderadamente tende a fazer tudo certo – eles se exercitam, não fumam, comem bem e bebem moderadamente", disse Kaye Middleton Fillmore, sociólogo aposentado da Universidade da Califórnia, em São Francisco, que criticou a pesquisa. "É muito difícil desmembrar todos esses fatores, e este é o verdadeiro problema."

Alguns pesquisadores afirmam estarem assombrados pelos erros cometidos em estudos sobre terapia de reposição hormonal, que foi amplamente prescrita por anos com base em estudos observacionais similares àqueles sobre o álcool. Perguntas também foram levantadas em relação às relações financeiras que brotaram entre a indústria de bebidas alcoólicas e muitos centros acadêmicos, que aceitaram dinheiro da indústria para o pagamento de pesquisas, treinamento de estudantes e promoção das descobertas.

Nem um único estudo
"O fato é que não houve um estudo sequer realizado sobre o consumo de álcool e os resultados de mortalidade que seja um 'padrão de ouro' – o tipo de testes clínicos controlados e randômicos que seriam exigidos para aprovar um novo agente farmacêutico neste país", disse Dr. Tim Naimi, epidemiologista do Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

Até mesmos ávidos defensores do consumo moderado de bebida alcoólica suavizam suas recomendações com alertas sobre os perigos do álcool, que tem sido atrelado a câncer de mama e pode levar a acidentes, mesmo se consumido em pequenas quantidades, além de estar relacionado a doenças do fígado, câncer, problemas cardíacos e derrames, se consumido em grandes quantidades.

"É muito difícil formar uma mensagem única, pois uma coisa não serve para todos aqui, e a mensagem de saúde pública tem de ser bastante conservadora", disse Dr. Arthur L. Klatsky, cardiologista em Oakland, Califórnia, autor de um estudo significativo no começo da década de 1970 que descobriu que membros da Kaiser Permanente (a maior organização nos Estados Unidos para serviços de saúde abrangentes) que bebiam com moderação tinham menos probabilidade de serem hospitalizados devido a ataques cardíacos, em comparação aos abstêmios. Desde então, ele tem recebido bolsas de pesquisa financiadas por uma fundação da indústria de bebidas alcoólicas, apesar de observar que pelo menos um de seus estudos descobriu que o álcool aumenta o risco de hipertensão.

"Pessoas que não conseguem parar em uma ou duas doses por dia não deveriam beber. Aquelas com doenças no fígado também não devem beber", disse Klatsky. Por outro lado, "o homem de 50 ou 60 e poucos anos que tem um ataque cardíaco e decide se recuperar, abrindo mão de sua taça de vinho à noite – essa pessoa estaria melhor se fosse um consumidor moderado de álcool".

Cautela
Organizações de saúde têm expressado suas recomendações com cautela. A Associação Americana do Coração afirma que as pessoas não deveriam começar a beber para se proteger de doenças cardíacas. As diretrizes de dieta dos Estados Unidos, de 2005, afirmam que "o álcool pode ter efeitos benéficos quando consumido com moderação".

Essa associação foi feita pela primeira vez no começo do século 20. Em 1924, um biólogo da Johns Hopkins, Raymond Pearl, publicou um gráfico com uma curva em forma de "U", suas pontas em ambos os lados representando os maiores índices de morte de bebedores frequentes e abstêmios; no meio, estavam os bebedores moderados, com os menores índices. Dezenas de outros estudos observacionais replicaram essas descobertas, particularmente em relação a doenças cardíacas.

"Com exceção do fumo e do câncer de pulmão, essa é provavelmente a associação mais estabelecida no campo da nutrição", disse Eric Rimm, professor associado de epidemiologia e nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard. "Existem provavelmente pelo menos cem estudos até agora, e o número cresce a cada mês. Isso faz o tema ser único."

Acredita-se que o álcool reduza as doenças coronarianas, pois, conforme se descobriu, ele aumenta o colesterol "bom", HDL, e tem efeitos anticoagulantes. Outros benefícios também têm sido sugeridos. Um pequeno estudo na China descobriu que pacientes mais velhos com deficiência cognitiva que bebem com moderação não se deterioram tão rapidamente quanto abstêmios. Um relatório do Framingham Offspring Study descobriu que consumidores moderados de álcool tiveram maior densidade mineral do em seus ossos da bacia do que abstêmios. Pesquisadores relataram que consumidores moderados têm menos probabilidade, em relação aos abstêmios, de desenvolver diabetes. Aqueles indivíduos com diabetes tipo 2 que bebem levemente têm menos tendência a desenvolver doenças coronarianas.

Quem são os abstêmios?
No entanto, os estudos que comparam bebedores moderados com abstêmios têm sido criticados nos últimos anos. Os críticos questionam: Quem são esses abstêmios? Por que eles evitam o álcool? Existe algo que os deixa mais suscetíveis a doenças cardíacas?

Alguns pesquisadores suspeitam que o grupo de abstêmios pode incluir "ex-bebedores doentes", ou seja, pessoas que pararam de beber por causa de alguma doença cardíaca. As pessoas também tendem a reduzir o consumo de bebida à medida que envelhecem, o que faria do abstêmio padrão uma pessoa de mais idade – e presumivelmente mais suscetível a doenças – em relação à pessoa que bebe com moderação.

Em 2006, pouco depois que Fillmore e colegas publicaram uma análise crítica afirmando que grande parte dos estudos sobre o álcool revisados por eles tinha falhas, Dr. R. Curtis Ellison, médico da Universidade de Boston, defensor dos benefícios do álcool, fez uma conferência sobre o tema. Um resumo da conferência, publicado um ano depois, dizia que os cientistas haviam chegado a um "consenso" de que o consumo moderado de álcool "mostrou ter efeitos predominantemente benéficos à saúde".

O encontro, como grande parte do trabalho de Ellison, foi parcialmente financiado por bolsas concedidas pela indústria. O resumo foi escrito por ele e Marjana Martinic, vice-presidente sênior do Centro Internacional para Políticas do Álcool, um grupo sem fins lucrativos apoiado pela indústria. O centro pagou por dez mil cópias do resumo, incluídos em páginas avulsas gratuitas em duas publicações médicas, "The American Journal of Medicine" e "The American Journal of Cardiology".

Independência?
Em entrevista, Ellison afirmou que sua relação com a indústria não influencia seu trabalho, acrescentando que "ninguém olharia nossas críticas se não apresentássemos uma visão equilibrada". Fillmore e os co-autores de sua análise postaram um comentário online afirmando que o resumo embelezou algumas das divisões profundas que polarizaram o debate na conferência. "Também questionamos as conclusões de Ellison e Martinic de que o consumo mais frequente de bebida alcoólica é o maior indicador de benefícios à saúde", escreveram eles.

Fillmore recebeu apoio da Fundação de Educação e Reabilitação do Álcool da Austrália, um grupo sem fins lucrativos que trabalha para prevenir o abuso de álcool e outras substâncias. Ellison disse que a análise de Fillmore ignorou novos estudos que corrigiam os erros metodológicos de trabalhos anteriores. "Ela acabou dispensando o essencial", disse ele.

Enquanto isso, duas questões centrais permanecem sem solução: se abstêmios e consumidores moderados de álcool são fundamentalmente diferentes e, se forem, se são essas diferenças que fazem com que eles vivam mais, em vez de seu consumo alcoólico.

Naimi, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, que elaborou um estudo observando as características de consumidores moderados de álcool e abstêmios, afirma que os dois grupos são tão diferentes que simplesmente não podem ser comparados. Pessoas que bebem com moderação são mais saudáveis, mais ricas e mais instruídas, inclusive recebem melhor assistência médica, apesar de terem mais probabilidade de fumar. Eles têm até mais tendência a ter todos os dentes da boca, um sinal de bem-estar.

"Pessoas que bebem moderadamente tendem a ser socialmente avantajadas de formas que não têm nada a ver com seu consumo de álcool", disse Naimi. "Esses dois grupos são como bananas e maçãs". Simplesmente aconselhar as pessoas que não bebem a beber não vai mudar isso, disse ele.(...)


Homens que bebem cerveja ou outras bebidas regularmente podem encarar um maior risco de desenvolver vários tipos de câncer, de acordo com um estudo feito na Universidade McGill, no Canadá. Pesquisadores da Universidade realizaram um questionário com aproximadamente 3.600 homens de 35 a 70 anos e descobriram que os que tinham o costume de beber têm maiores chances de desenvolver câncer do esôfago, estômago, cólon, pulmão, pâncreas, fígado e próstata. Entretanto, quando os pesquisadores observaram o tipo de álcool ingerido pelos homens, perceberam que só a cerveja e bebidas destiladas elevavam os riscos de câncer. Na maior parte, o risco aumentou de acordo com a regularidade com que os homens bebem.

Homens que bebem de uma a seis vezes por semana têm 83% mais chances de desenvolver câncer de esôfago do que aqueles que bebem menos frequentemente, enquanto os que bebem diariamente têm um risco maior.

Além disso, o risco de desenvolvimento de câncer também mostra estar relacionado ao número de anos que os homens bebem diariamente. “Nossos resultados mostram que os consumidores mais ávidos durante toda a vida têm as maiores taxas de riscos de câncer”, afirma a pesquisadora Andrea Benedetti.

Vários estudos sugerem que beber moderadamente – uma ou duas doses diárias, no máximo – são um hábito saudável, principalmente na prevenção de doenças cardíacas (EU DISCORDO!). Entretanto, este estudo sugere que mesmo beber moderadamente pode ser perigoso para o desenvolvimento de cânceres, quando a bebida de sua escolha é a cerveja ou destilados. Fonte: www.criacionismo.com.br
Dêem uma olhada na próxima postagem!